Porque é que nunca me casei?
Às vezes ponho-me a pensar nisso e acho que a resposta é meia Freudista-Marxista (Com tendência Grouchista):
Recuso-me a casar com mulheres que me aceitem como marido.
Isto vai ser um blog cheio de caralhadas e calinadas, sem a minima sofisticacao. Um blog à imagem de um prato de coives com feijões e um bocado de pernil, uma coisa simples. Alguma coisinha, mandem para lboticas@yahoo.co.uk, eu não sou anónimo, se querem apresentar queixa na polícia, eu dou o nome!
Às vezes ponho-me a pensar nisso e acho que a resposta é meia Freudista-Marxista (Com tendência Grouchista):
Recuso-me a casar com mulheres que me aceitem como marido.
Por falar em ingleses nus, lembro-me de há uns tempos ter lido a notícia de que o governo avisou os seus turistas para se portarem bem no estrangeiro porque a partir de agora vão ser processados em Inglaterra se andarem pelo mundo fora a armar merda. Entre os avisos estavam os de não andar para aí a fazer topless em países que proibam mamas à mostra, de não andarem aí no mooning, etc.
Mooning é o acto de mostrar o cu (e outras coisas que são facultativas) em público. Parece que os brasucas lhe dão o nome de: bundalelê.
Tenho dois amigos no Porto que de vez em quando fazem moonings completos, o que para mim é uma risada, não levo isso a mal. Mas há pessoas que ficam chocadas. Num dos últimos moonings a que assisti, no bar Triplex (não é meu, nem lhe pus o nome), as pessoas ficaram todas chocadas, parou-se a música e a noite acabou ali, enquanto eu me ria sem parar da estupidez daquele pessoal todo. Ainda tentaram bater-nos mas desitiram quando viram que nós os dois não eramos totós como a tralha que estava lá dentro. O moonista ainda encostou um à parede, meteu-lhe a boca no nariz, e disse-lhe "Arranco-te o nariz à dentada e cuspo-o!".
Hoje em dia quase todos os chavalos fazem meio-mooning, andam sempre a mostrar o rego do cu, está na moda, mas parece que há países em que é crime, cuidadinho com isso.
O mooning é uma coisa muito velhinha, parece que há registos de que os gregos fizeram um mooning aos cruzados, em 1204, depois de os expulsarem de dentro das muralhas. Em 1346 houve soldados normandos que fizeram mooning aos soldados ingleses e alguns foderam-se à custa da brincadeira.
Nos EUA há um evento, o Annual Mooning of Amtrak, que é feito por pessoas que se dedicam, durante um dia, a fazer mooning para os comboios da companhia Amtrak, e parece que há passageiros que viajam propositadamente para ver os cus.
Em Inglaterra já vi moonings completos em alguns bares, mas ninguém liga nada aos gajos, dá só direito a uns risos dos amigos dos moonistas.
Um vídeo de suporte psicológico ao Ti Rentes, que anda com os fígados desgastados (http://tempocontado.blogspot.com/2009/06/alma-figado-e-moon-walk_30.html) com os pseudo-intelectuais, que são uma praga que eu também não suporto.
Veja-se aqui como o "Bruno" sabe lidar com eles, este é que sabe. Primeiro afirma que o show foi pesado, e o gajo concorda, depois diz que foi leve, e ele também concorda, etc, é uma risada.
Rentes, tenha calma, neste mundo não há só burros, calmex, se anda para aí muito isolado, venha tomar um café a Newcastle para nos rirmos destes cabrões.
Cliquem na imagem que ela aumenta muito! Sacada do arquivo do NYT.
Para aqueles que gostam de ler os jornais na net, especialmente aqueles que estão longe de Portugal e que não os podem comprar, há um sítio muito fixe que tem as edições impressas de muitos jornais, portugueses e outros, como o Público e o Expresso e O Jogo. No sítio do Público, por exemplo, só se conseguem ler algumas notícias, mas neste sítio está lá tudo. Como não é a nós que nos compete saber se ele é legal ou não, aproveitem. Basta fazer o registo.
I don't even butter my bread. I consider that cooking.
(Nem sequer ponho manteiga no pão. Considero isso cozinhar.)
Katherine Cebrian
Há uns dias, ouvi o intelectual e poeta lesvoeta, Pedro Mexia, rir-se e dizer que é ridículo todas as pessoas acharem que de repente percebem de TGV's. Apesar disso, eu também vou apresentar o meu estudo sobre o assunto, e que me levou apenas meia-hora a concluir.
Vou comparar realidades parecidas, a Península Ibérica e a ligação Lisboa - Madrid, com a Grã-Bretanha e a ligação Edimburgo - Londres, e meter uns bitaites extra.
Carro
Usando o guia da Michelin, consegui os seguintes dados.
Lisboa - Madrid
Distância: 624 km
Tempo: 5 h 51 min
Custos: 70,75 euros, dos quais 14,95 em portagens
Edimburgo - Londres
Distância: 651 km
Tempo: 6 h 52 min
Custos: 67,31 euros, dos quais 11,84 em road tax (?! Congestion charge?)
Conclusão: distâncias e gastos muito parecidos. Temos boas auto-estradas.
Mas quem não tem carro tem que talvez viajar de expresso.
Curiosidade: Porto - Faro, distância 552Km e custos de 64 euros.
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Expressos
Lisboa - Madrid
Há 2 expressos da Avanza , 2 da Inter-Centro, 1 (?) da Eurolines, e 1 da Aníbal.
Total de 6 (não consegui ver o site da eurolines).
Duração: cerca de 9 h
Custo: a partir de 50 euros.
Edimburgo - Londres
Há 2 expressos diários da Megabus e 5 da National Express: total de 7
Duração: cerca de 9 h
Custo: a partir de 12 euros.
Conclusão: número parecido de viajens, viajens longas, talvez os tugas sejam exigentes e prefiram o avião.
Curiosidade: o número de expressos Faro-Porto é de mais de 30 (Rede Expressos e Renex), demoram umas 8 h, a partir de 25 euros.
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Avião
Lisboa - Madrid
Procurando no Opodo, há 18 vôos para 29-09-2009.
Custo: a partir de 60 euros.
Edimburgo - Londres
No Opodo encontram-se 55 vôos para a mesma data.
Custo: a partir de 40 euros.
Conclusão: há 3 vezes mais voôs no Reino unido. Vamos lá ver os comboios.
Curiosidade: há 15 vôos entre o Porto e Faro, a partir de 210 euros.
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Comboio
Lisboa - Madrid
Na CP só há 1 único comboio diário!
Duração: 10 h 30 min
Custo: a partir de 59 euros
Edimburgo - Londres
Na National Rail há 27 comboios diários.
Duração: a partir de 4 h 10 min, mas é mais comum 4 h 40 min.
Custo: a partir de 30 euros
Conclusão, há muita gente a andar de comboio no RU e quase ninguém na península ibérica
Curiosidade: há 5 comboios diários Porto-Faro (a partir de 38,5euros)
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O que eu concluo destes números é que possivelmente um dos nossos inteligentes governantes acordou um dia e pensou: "É pá! Tanta gente a viajar de Lisboa para Madrid! 6 expressos diários! Porra, isso é muita gente, são o dobro das carreiras que vão de Chaves para Covas do Barroso (aquela aldeia no fim do mundo), para nem falar no comboio extra (que não há para Covas)! Temos que, imediatamente, construir um TGV, é a coisa mais urgente e importante para o desenvolvimento do país, merece bem os 3300 milhões de euros que vamos gastar nele, e isso é só um bocadinho mais do que o preciso para fazer 4 pontes Vasco da Gama!".
Ou seja, vamos endividar ainda mais o país para termos um TGV a tentar tirar clientes ao único comboio diário, mais alguns aos 6 expressos, e outros aos Low Costs. O que não vai ser fácil porque está previsto que os futuros bilhetes vão custar 100 euros.
Já estou a imaginar o futuro funcionamento do TGV: faz de manhã a viagem Madrid -Lisboa (umas 2 horas), depois disso, como não vai haver clientes para mais viagens, o maquinista e os colegas ficam o dia todo a coçar os tomates (enquanto o TGV rende os juros do investimento), e no fim da tarde regressam a Madrid com os 200 ou 300 passageiros que conseguiram tirar aos expressos e ao comboio. O maquinista agradece as 4 horas de trabalho diário.
Entretanto, continuaremos a ter 30 expressos Porto - Faro, e continuaremos a ter um comboio que demora 4 horas a fazer os 90 km do Porto a Vila Real (que agora nem existe, está em obras há meses). Mas o TGV é que é realmente importante. Já agora, não seria bom Moçambique ter também um TGV, não seria porreiro para desenvolver o país?
Entretanto, os ingleses e escoceses, com os 27 comboios (iguais aos nossos alfa) e 55 vôos diários, continuam na sua e a dizer que isso do TGV é bom para os portugueses que têm dinheiro para investir em tanto tráfego para Madrid.
Uma pergunta: não seria melhor pôr um alfa a fazer Lisboa - Madrid, o que demoraria menos de 4 horas, na vez das actuais 10 horas e 30 (nota-se mesmo que há muito interesse nesta ligação)?
Outra pergunta: não seria importantíssimo e urgente mandar os nossos governantes levar no cu?
Why Banksy never made it in his job painting the lines down the middle of the motorway
[Porque é que o Bansky nunca se decidiu a ir trabalhar a pintar as linhas das estradas]
I've done the calculation and your chances of winning the lottery are identical whether you play or not.
Fiz os cálculos e as tuas probabilidades de ganhar a lotaria são idênticas, quer jogues ou não.
Fran Lebowitz
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Psychiatry enables us to correct our faults by confessing our parents' shortcomings.
A psiquiatria ajuda-nos a corrigir os nossos problemas, confessando as insuficiências dos nossos pais.
Laurence J. Peter
Já recebi queixas da quecada de Cascais a queixarem-se que estou a ser injusto com a lesvoetada! Pessoal, já aqui fiz a distinção entre lesvoetas e lisboetas, eu sei que lesvoetas até em Boticas os temos, paneleirices há em todo lado, mas em lesvoa é por demais!
Há um comentário da Purpurina, que fez o favor de me mandar o link das regras da TSF, e onde fiquei a saber que o Carlos apenas cumpre as regras da TSF.
Mas eu continuo a não concordar com essas regras. Tem coisas boas como: "... não há tratamentos que demonstrem deferência. Palavras ou expressões como senhor, doutor, professor, professor doutor, engenheiro, arquitecto, sua excelência, monsenhor, sua eminência, sua santidade, sua majestade, sua alteza são recusados.". Não concordo com as excepções aos bispos ou ao Dom (Dom o caralho!) Duarte. Ou somos iguais ou não somos, não é como a maluquinha da mairiam que me vem para aqui com tretas de "gente de condição inferior", foda-se, que filho da puta de nojo, que fascismamento!
Mais à frente: "E quando há convidados com quem temos proximidade, podemos tratar por tu?
Mesmo que nos soe a falso, é conveniente não criar estranheza no ouvinte com essa intimidade; uma combinação prévia é sempre desejável."
Pois soa a falso, pois é, nós não somos burros. E já agora, o jornalismo é para mostrar a verdade ou é para falsear? Ainda por cima com a estúpida desculpa de protejer os ouvintes! Protejer de quê, da verdade?! Ridículo!
E depois: "Há excepções para o tratamento por tu entre jornalistas e convidados?
Algumas – poucas - circunstâncias justificam as excepções. Isso depende dos temas, dos convidados e das funções institucionais que desempenham.
Dos temas: uma entrevista sobre um novo disco de um grupo/cantor não é a mesma coisa do que esclarecer uma polémica com um sindicalista ou entrevistar um ministro. Mas não é nada que diga que todos os cantores têm de ser tratados por tu... Ainda assim, se o tema exigir/permitir alguma descontracção, alguma liberdade, esse tutear pode ser enquadrável."
Quer dizer, fica mal tratar por você um gajo que anda para aí a cantar rap e canções de crítica social, mas cuidado com os sindicalistas ou os ministros, os sindicalistas até são doutores, como o gajo da CGTP. Mas que merda é esta, o do rap é menos do que um ministro? Foda-se, que merda de democracia, eu quero que os da TSF vão levar no cu, é só isso.
Em Inglaterra, como também já disse num post aí para trás, os jornalistas tratam o Anthony Blair por Tony, e por tu, e não há crise nenhuma, e quando conhecem os gajos até vão com eles para os copos, contam as histórias, que beberam cervejas até cair de cu, até às 7 da matina, e essa é que é essa, é a vida verdadeira, a verdade verdadinha. Em Portugal temos a paneleirice e a lesvoanice instalada, para mim, ninguém me convence que não é assim.
De qualquer maneira, obrigado pelo link e pelos comentários, eu nem sabia que havia gente em Cascais que lia esta merda.
Para quem ainda não deu conta, há um programa porreiro na TSF, todas as sextas, às 19,30 h, em que se malha na política e em políticos. A vedeta é o Ricardo Araujo Pereira mas os outros gajos também são porreirinhos. Quem perdeu os programas até agora pode ouvi-los na internet.
Não gosto muito do gajo que coordena o programa, o Carlos Vaz Marques, que é um típico lesvoeta. O gajo tem outro programa interessante, o Pessoal e Transmissível, em que entrevista gajos do tipo: Caetano Veloso ou José Saramago. Mas há gajos que vão ao programa, que nitidamente têm confiança com o gajo, que o tratam por tu, mas o gajo insiste sempre em retribuir tratando-os por você! Acho esta merda incrivelmente ridícula, falsa, e mau jornalismo. Há uma entrevista com o grande guitarrista Tito Paris, em que o músico diz coisas do tipo "Essa música está nice!", e o Carlos faz-se despercebido, que não percebe calão, que não percebe o que é nice! Há outra entrevista em que o Caetano se irrita um bocadinho com uma pergunta paneleira.
Mas esta merda de tratar alguém por você só porque se está na rádio, é altamente estupida, falsa, e é fraco jornalismo porque não mostra a realidade como é. Há uns tempos também vi o Francisco José Viegas a fazer a mesma merda ao seu grande amigo Eduardo Pitta, mas nesses não fiquei com a certeza de se tratarem por tu fora do estúdio, porque os dois usavam o você, e como os dois têm aquele estilo apaneleirado de Cascais, nunca se sabe... Mas não creio, pareceu-me teatro, sempre a tentarem mostrar-se distantes.
Os ingleses é que são dos meus, não há cá paneleirices, pompa, ou falsidade. Ainda há uns tempos li uma entrevista do Paull Weller, que constava de recordações de uma noite de copos, até às 7 da manhã, de um amigo jornalista. Se são amigos e até vão para os copos juntos, para que estar com merdas e a inventar o que não é?
Os parolos dos lesvoetas pensam que Portugal é muito pequeno e fica mal tratarem-se todos por tu porque isso faria parecer ainda mais que o país é mesmo pequeno. Que parolada! O mundo é mesmo pequeno e toda a gente se conhece, no caralho do lá fora é o mesmo, é claro! Foda-se lá a puta da parolada e da pompa portuguesa, é a merda que mais me irrita num país que podia ser muito melhor se não fosse este tipo de mentalidade bronca.
De qualquer maneira, aproveitem os programas, tem que se gramar um bocado de nojo mas vale a pena porque não há muitas coisas do género por aí, é o que há.
Os ingleses não percebem absolutamente nada de comida e nem se consegue comprar comida de jeito no mercado, tenho sempre a sensação que os outros paises mandam para aqui as piores tomates, as piores maçãs, etc, nada tem qualidade, também não sabem fazer pão, e além disso é impossível encontrar um simples chouriço à venda, nem que seja fraco, a não ser que seja uma cidade com bastantes estrangeiros, como Londres.
Estava a ler o rótulo do vinho Siciliano que comprei, que é engarrafado em Inglaterra, e li:
Ingredients
Grapes, Stabilisers (Acacia gum, Citric acid, Potassium bitartarete), Tartaric Acid, Preservative (Potassium metabisulphite), Antioxidant (Ascorbic acid, Carbon dioxide, Nitrogen), e Yeast.
Cleared using: Bentonite, potassium caseinate.
Alergy advice: contains sulphites, milk.
Não há duvidas de que este vinho é feito com as melhores castas, e para apurar ainda mais a merda que os sicilianos mandam para aqui pregam-lhe com leite!
Ah, puta que pariu estes ingleses do caralho, foda-se, que burros sois, não há paciência!
Não admira que nos pubs quando o waiter serve o vinho automaticamente pergunte quantas pedras de gelo o cliente quer! E dizem esta merda num tom muito fino porque beber vinho, aqui, é o máximo da chiqueza. Para não falar nas quantidades de 7 up que vejo deitar em vinhos que custam 50 euros a garrafa, que é outra coisa banal.
Não há pachorra, tirem-me desta ilha!
Quem não deu conta, passaram 20 anos do "A Menina Dança?"!
Podem ouvir aqui o programa, é o de 24 de Maio. Tem três versões do Nice And Easy, a música que abre o programa, que são estrondosas. Duas são da grande Shirley Horn, a magnífica pianista e cantora americana, aquela simplicidade toda é incrível. É por causa destas merdas que eu acho que o jazz é uma coisa muito superior àquela merda de berreiro com tremideira que é a música e cantata clássica.
Uma das merdas que me dá seca é quando os cagalhões que têm a mania que são espertos e estão sempre prontos para se armarem em finos, se metem na vida dos outros. Basta algum inocente dizer que o número de abstencionistas é mais grande do que o de votantes no PSD, para eles incharem o peito, fazerem voz seria, e corrigirem-nos: NÂO se diz mais grande, é MAIOR!! Mas logo a seguir, estes cagalhões são gajos para dizer que o Marques Mendes é mais pequeno do que o Sócrates.
Então não seria menor? Não percebo nada desta palhaçada da lingua portuguesa.
Como dizia ontem o excelentíssimo Bandeira: "escolhemos ontem os cidadãos que queremos a todo o custo ver fora do país por alguns anos."
Nós, os abstencinistas, ganhamos com uma grande abada! Parece-me que quem vai votar são sempre os gajos que sonham ser presidentes de câmaras, ou vereadores, ou secretários da junta, ou, no mínimo, tesoureiros das associações desportivas locais, aqueles gajos que gostam dessas merdas.
É evidente que as pessoas não votam porque não se identificam com uma cambada de malandros que andam por aí a pavonear-se, e se até o excelentíssimo conselheiro de estado Dias Loureiro não tem bens para serem penhorados, como é que um gajo pode confiar no resto? E o falinhas mansas, o sonsinho do Cavaco, amiguinho de longa data do seu querido conselheiro, que nem queria que ele saisse do cargo, e que até tinha negócios com o tal banco, não saberia de nada? Não?!
Noutro dia li que há uma percentagem muito maior de autarcas corruptos do que a percentagem de pessoas "normais", como compravam notícias como esta que diz que mais de 40% dos casos de corrupção ocorrem nas autarquias, que todos os anos se descobrem uns 250 casos, e como nós temos apenas trezentas e poucas câmaras...
Alguém me explicou, como desculpa, que é normal que os autarcas sejam os mais corruptos porque são eles que lidam com os dinheiros públicos, e por isso é mais provável que isso aconteça porque são eles que podem mexer nele.
A mim parece-me que é o mesmo que dizer: a classe dos professores têm uma percentagem de pedófilos maior do que a população porque têm as criancinhas ali à mão! Ou: ninguém se admire que sejam os polícias a fazer os assaltos porque eles é que têm as armas!
Outra coisa que se diz para desculpar os políticos é a de que eles saem da população, e por isso a população tem os políticos que merece, que eles são o reflexo do país.
A mim parece-me que é o mesmo que dizer: temos os presidiários que merecemos, se os gatunos são bons e os assassinos óptimos, isso só reflecte a qualidade da população portuguesa.
Será que dentro da população portuguesa não se há pessoas honestas, que pagam os impostos, que nunca roubaram um rebuçado, e que até fazem trabalho voluntário ou dão ajudas para a caridade? Será que dentro deste grupo não se arranjaria ninguém para se dedicar à política sem ficar imediatamante doentemente corrompido? Será que temos que ter 1% da poulação dentro das grades e outro 1% a gamar à custa da política, e que dentro dos outros 98% não se arranja ninguém de jeito?
Senão vamos todos para o gamanço, já que temos desculpas que se lixe, depois dizemos que é o reflexo do que vai por aí, que até temos exemplos bem lá de cima. Então admite-se que um gajo não game a fruta que está exposta numa prateleira da rua, fora da mercearia? Não está ali à mão e a pedi-las?
Um dia destes vou montar o partido PUNHETA (Partido da União Nacional dos Honestos Empenhados Trabalhadores e Abstencionistas), e só vou pedir o voto de quem é abstencionista e honesto. Com 63% de votos essa cambada de corrutos até se vão cagar todos, ou vão para a grelha ou começam a trabalhar a sério, estou farto de frescura, eu também vergo a mola.
O pessoal gosta muito de gozar com a ignorância dos outros, os ingleses gozam com a sua própria.
Há um artigo do Telegraph que lista algumas das queixas mais estúpidas de turistas ingleses. Vou traduzir algumas:
A praia tinha demasiada areia.
Topless na praia devia ser proibido. As férias foram arruinadas por o meu marido passar o tempo todo a olhar para outras mulheres.
Compramos óculos escuros ray-ban por 5 euros, a alguém na rua, para virmos a descobrir que eram falsos.
Ninguém nos disse que haveria peixes no mar. As crianças ficaram assustadas.
Levou-nos 9 horas para voar até à Jamaica e apenas 3 aos nossos colegas americanos.
Reservamos camas gémeas e deram-nos uma cama de casal. Responsabilizamos-vos pelo facto de eu estar grávida, o que não teria acontecido se tivesem respeitado a nossa reserva.
Havia demasiados espanhois. A recepcionista falava espanhol. A comida era espanhola. Havia demasiados estrangeiros.
A areia não era como na brochura. Na brochura era amarela mas de facto era branca.
Fomos picados por mosquitos. Ninguém nos disse que eles picavam.
Deviam dizer na brochura que as lojas locais não vendem verdadeiros biscoitos como custard creams.
Fiquei desapontada na viagem para Goa, na Índia, ao reparar que todos os restaurantes servem curry e eu detesto comida picante.
Há dias mandaram-me um site para saber em quem deveria votar nas europeis, se eu votasse, porque não voto, não vou aí de propósito e se estivesse aí também não votava. Mas quem quiser saber em quem votar, vai ali.
É engraçado que eu pensei que ia confundir o programa porque dei respostas que são típicas de direita e outras típicas de esquerda, mas o gajo não se afligiu e mandou-me votar no MEP, que é um partido que eu não conhecia.
Tem piada que me mandem votar num partido que não conheço porque o meu ideal político é, um dia, vir a não saber sequer o nome do primeiro ministro de Portugal. Para já só ainda consigo não saber o nome de nenhum ministro e de nenhum deputado da assembleia, mas ainda sei que estão lá o Sócrates e o Cavaco, e até sei que há uma gaja que é ministra da educação mas de quem não sei o nome. Também não faço a mínima ideia de quem é o freeport. Espero, um dia, conseguir atingir o nirvana.
Tanto me dá que esteja lá o PS ou o PSD, vai dar tudo ao mesmo, não acho os políticos muito importantes, eles é que se acham muito bons, são uns vaidosos cheios de tiques, mas não valem nada, não servem para nada, a não ser para encherem os bolsos. Ora pensem lá, toda a gente sabe quando é que os Beatles e os Stones começaram a tocar, muitas pessoas até sabem os nomes dos álbuns e em que ano sairam, mas alguém faz a mínima ideia de quem era o primeiro ministro inglês da altura? Népias! Será que daqui a 30 anos alguém se lembra do Soares ou do Cavaco? Duvido, embora ache que o Rui Veloso não será esquecido.
Para acabar, duas piadas fixes sobre política, ali no aurea.
O Sport Lesvoa e Benfica ainda joga na primeira divisão?
Não tenho dado por eles e já nem sei.
Esqueci-me de dizer que às vezes faço de consultor de humor para um dos melhores blogues de humor que anda por aí.
Por falar em humor, uma das coisas mais engraçadas que conheço e que tenho ouvido bastante é o álbum Joe's Garage do Frank Zappa. É completamente de partir. E este é realmente o único álbum que conheço que deve ser ouvido do princípo ao fim e não por canções soltas e à sorte. Quem quiser uma cópia, vai ali aos torrents.