Quinta-feira, Fevereiro 4

Boticas Ontem


Descobri mais um blogue de Boticas, o Boticas Ontem.
É uma boa ideia, especialmente se continuarem a ser acrescentadas mais fotos que sejam interessantes. Algumas das fotos não são muito interessantes porque não mostram grandes mudanças, mas a de cima é boa, vê-se que ali na rua dos correios ainda nem havia o jardim velho nem o muro dos correios e provavelmente os próprios correios.
Pelos vistos a feira já mudou se sítio algumas vezes, porque me parece que também chegou a ser feita no largo da igreja.
É uma coisa que já me lembrei há muitos anos, esta coisa das fotos antigas, e que é uma coisa engraçada de se fazer: mostrar como as coisas eram antigamente. Há um blogue de Chaves, o Chaves Antiga, que funciona assim.
Se o dono deste blogue se dedicar a ir de casa em casa para conseguir fotografias antigas pode fazer um blogue muito interessante. E se digitalizar as fotos pode mesmo fazer uma exposição que toda a gente de Boticas iria adorar ver.
Imagino que o autor do blogue seja da família do Esquerdo, tem toda a pinta, e quase adivinho quem seja.
Parabéns pelo blogue!
Até porque tenho pena que não haja mais blogues de Boticas.

Aumentei a foto de cima mexendo no html mas parece-me que não ficou distorcida. Este blogger é um merdento que não tem comandos para um gajo fazer isto na boa, e tenho pena porque as fotos ficam sempre muito pequenas. Eu não percebo nada de html mas vou lá e experimento, desta vez funcionou.

Querem-se Comentadores Corajosos

Uma das coisas que me dizem do bloguex é que das tretas mais fixes deste tasco são as guerras que eu armo com os comentadores. Pois, imagino, eu também gosto, adoro ter alguma vítima para lhe foder a cabeça. Às vezes estou chateado, na vida real, e ponho-me a pensar: se aparecesse o X, isso é que era bom, é uma boa vítima para lhe martelar a cabeça e me rir um bocado, ai que pena que não esteja por aqui.
Pois é, mas os comentadores do bloguex não se aguentam muito, a mairiam não dá luta, o António reformou-se (a esse fodi-lhe a cabeça sem querer, ou se calhar eu pensei que foi assim, já nem dou conta quando sou fodido), o Privada não dá grande luta, o Miguel já perdeu o ritmo porque não gosta de baixarias, etc. Estou eu fodido, não tenho comentadores para nos rirmos um bocado. É uma pena o Miguel Martins não dizer nada porque me parece mesmo daquelas pessoas com quem eu gosto de discordar, e até deixava uns comentários longos que davam pernas para mangas, mas imagino que ele já se fartou disto.
Claro que há outros comentadores mas não têm pinta de vítimas nem se metem comigo, por isso não posso fazer nada com eles.
Não há aí ninguém que discorde fortemente comigo e que me ache um grande burro? Façam o favor de me dizer essas coisas nas caixas de comentários para animarmos isto com uma boa discussão. O povo agradece a coragem!

Ponto G? Até parece que não penso em conas, não é? Nunca me lembro! A ver se amanhã fazemos (Este fazemos saiu-me! Dá um ar tão profissional, empresarial... Não é?) esse post.

Topastes a rima com Q, C, C? Gosto muito destas coisas todas iguais a começar, e agora até estou a refinar isso com letras diferentes.

Quarta-feira, Fevereiro 3

G-spot

Eu sei que toda a gente está à espera que eu diga onde é o ponto g. Aguardai mais um bocadinho e ide dizendo coisas sobre isso.

Terça-feira, Fevereiro 2

Outra Ortografia

Adicionei mais um blogue à lista dos lincanços. É o da Paula, uma senhora que se dedica a fazer dicionários, entre outras coisas.
Num dos posts, Escrever em Português, fiquei a saber que o novo acordo ortográfico me parece porreiro.
Primeiro, há letras que não se lêem que acabam, acho muito bem, não estão lá a fazer nada, como em actual, que passa a atual.
Segundo, há mudanças no uso do hífen naquilo que eu acho que é do mais escandaloso que existia na língua portuguesa, que é mesmo uma coisa de malucos.
Diz a Paula:

Onde se escrevia hás-de, há-de, agora escreve-se hás de, há de.

Isto era das coisas mais ridículas que vi no mundo! Como é que hás-de se escrevia com hífen, e tens de, não? E porque é que havemos de já não levava o hífen?
Depois queixam-se que as pessoas dão erros!! Como é que não hão de dar (já não tenho que por este último hífen)? Porque é que caralho hão-de havia de ter hífen?!
É por causa destas merdas que eu não me importo de dar erros, quero que as regrinhas de merda se fodam e acho que quem verga os cornos a estas regras é burro, só um animal se preocupa em respeitar regras que não fazem o mínimo sentido (peço desculpa aos grandes escritores que frequentam o bloguex!).
Imagino que esta regra do hífen entre o hás e a preposição de foi inventada por um paneleiro que queria deixar a sua marca na língua portuguesa, não há outra justificação possível.
É que esses linguistas de merda, a quem ninguém passa confiança, têm os mesmos tique dos políticos, que são os seguintes: os gajos não se preocupam em facilitar a vida ás pessoas e melhorar a sua qualidade de vida. O que eles querem é poleiro e darem nas vistas, estão sempre ansiosos por deixarem a sua marca.
Imagino que o linguista que inventou a puta da regra do hífen no verbo haver depois ia armar-se para os amigos: Posso-me gabar que se escreveis com hífen no verbo haver isso é obra minha. Da maneira que eu conheço esses cabrões, é mesmo isso que fazem. E não lhes adianta que toda a gente diga: podes cagar na merda que fizeste. Porque os gajos são malucos, tarados, egocêntricos!
Puta que pariu a gente de merda que só está bem a foder os outros!

Está melhor assim?

Já estava farto do outro template de merda do bloguex, assim parece-me melhor, que é que achais? Uma das coisas que me dava seca era o comprimento das linhas dos posts serem pequenas, neste formato são maiores e assim os posts não ficam tão compridos.
Outra coisa que me dá seca, e não me apetece ir mexer no html, é o tamanho das imagens ser pequeno, podia ser maior, ou haver uma ferramenta para um gajo mudar isso facilmente.

Segunda-feira, Fevereiro 1

Cabra do Monte Negro

Já uma vez fiz aqui um post em que meti o link para a Dunia Montenegro, agora vou linka-la outra vez porque há aqui leitores novos interessados no assunto (como a Bianca) e que se calhar lhes passou ao lado a referência a esta chavala, que é bi (como a Bianca), actriz porno, e tem um blogue que se lê muito bem.
Há muita gente que diz que as actrizes porno são umas infelizes que detestam o seu trabalho. Eu não tenho assim tantas certezas, não percebo porque é que algumas não podem gostar. Se eu tivesse queda para actor porno (não tenho), imagino que pudesse levar uma boa vida. Um gajo viaja, conhece pessoal, dá umas quecas com gajas boas, etc, não vejo qual é o problema, as pessoas têm maneiras de pensar muito diferentes, não percebo porque é que certas pessoas não podem gostar dessa vida.
Pelo blogue da Dunia, ela parece-me uma pessoa equilibrada, muito normal, não vejo nenhum problema nela. Há uns posts em que ela conta situações em que engata gajos normais e que não sabem quem ela é que são engraçados. Como quando vai passar o natal às ilhas, anda duas semanas a passar fome, e decide comer um chavaleco.

XII Encontro Convívio da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr



Dia 13 há um encontro de blogueiros, parece que já vão no 12, eu nunca fui a nenhum e tenho bem pena porque os programas são sempre muito bons. Neste encontro vai haver um passeio pela manhã e um almoço em Casas Novas, pelo barato preço de 15 euros.
Quem estiver interessado tem que contactar o Fernando, basta ir ao link do post e encontrar o email.

Quinta-feira, Janeiro 28

Bloguex Du Sex

Peço desculpa aos caríssimos leitores por ter prometido um post sexual e ter metido antes uma coisa sobre livros. É para isto não ser um exagero de sexo, senão passo a fazer concorrência ao joão trolha, do link ali ao lado. Amanhã ponho aí uma bomba sexual, hoje ficai lá com o Zola, a ver se também se liga alguma coisa à literatura, a vida não é só pinar.

Zola

Um dos livros que estou a ler é o The Masterpiece (Imagino que o título português seja: A Obra Prima. Não sei), do Émile Zola, que foi um escritor de quem vi pela primeira referências no livro Em Busca Do Tempo Perdido, do Marcel Proust. Como o Proust lhe dava crédito, e como acho o Proust o máximo dos máximos, resolvi experimentar.
Ainda não acabei o livro. Uma das coisas que me impressionou foram as 15 páginas introdutórias, escritas por um tal Roger Pearson, que é professor na Universidade de Oxford e que também escreveu vários livros. O livro é editado pela editora de Oxford.
A introdução é de uma erudição e de uma inteligência incrível. É uma coisa que eu sei que não seria possível que tivesse sido escrita por um português, basta-me conhecer o que os gajos ligados à literatura escrevem por aí para saber que são muito fracos. Eu gostava de ver, por exemplo, o Pedro Mexia ou o Eduardo Pitta, a falarem assim de um livro. Coitados, quem é que os queria a ensinar literatura em Oxford? Tenho sempre a maldita sensação que as pessoas em Portugal perdem o contacto com o resto do mundo, nivelam as coisas por baixo, não se apercebem minimamente disso, e ainda se dão uns ares de que são os maiores do mundo, a dizer umas bacoradas que qualquer parolo como eu as topa ao longe. É deprimente. Mas, atenção: que é que eu percebo de crítica literária? Nada, absolutamente nada! É só uma coisa instintiva e talvez demasiada gola minha!
O livro trata de dois pintores impressionistas. A introdução conta que os impressionistas foram contemporâneos do Zola e ele conhecia-os bem. Por exemplo, o Zola andou na escola com o Cézanne e foi mesmo o Zola a ganhar o prémio de pintura (na escola) e não o amigo! Só que este livro foi uma bomba tão grande, na altura, que o Cézanne, grande amigo de sempre, deixou de falar ao autor, e o resto dos impressionistas nunca mais lhe ligaram muito. Não sabia que na altura os impressionistas eram desprezados pela maior parte das pessoas. Tanto que Napoleão III foi obrigado a retirar as suas pinturas da exposição anual e muda-las para o chamado Salon des Refusés, onde as pessoas iam para se rirem das obras! Parece que a mais gozada era a Déjeuner sur l'herbe, do Manet, isto em 1863. Também não sabia que o termo Impressionista é originário de um quadro do Monet: Impression. Solei levante. Ouve um crítico que arte que passou a usar o termo impressionista com intenção pejorativa e que foi colando.
Além de muitos mais detalhes interessantes, o Roger faz uma análise do livro e da maneira provável de como os leitores irão ler o livro que é completamente impressionante (não impressionista, acho)!
Fiquei a pensar como o séc. XIX em Paris deve ter sido o máximo, com gajos como o Victor Hugo, o Balzac, os Impressionistas, o Proust e muitos, muitos outros, como o Dostoievsky, que aparecia por lá, e também o nosso Eça, que (como qualquer típico emigrante tuga) só se dava com portugueses e brasileiros. Mas mesmo sem passar bola aos chavalos, foi o próprio Zola a fazer-lhe um elogio que ficou na história: que o Eça era melhor do que o Flaubert (o gajo que escreveu a Madame Bovary).

Quarta-feira, Janeiro 27

Sexo Sem Nexo


Uma coisa que é sabida é que das 64 posições que vêm no Kamasutra, umas 30% são impossíveis de praticar para quem tenha ossos e ligamentos, e não tenha piças que sejam tão grandes e flexíveis que um gajo as consiga meter no próprio cu. Mas claro, o Kamasutra é um livro velho e com muita fama. É uma daquelas coisas que tem fama sem que quase ninguém o leia. É como o Shakespear, ninguém o lê mas se alguém disser que o gajo é um burro (para mim é), é um escândalo! Outra coisa que deve ajudar á fama de um livro de merda com posições impossíveis é que é indiano, e as coisas indianas sempre estiveram na moda, como o espiritualismo, o budismo, o yoga, e essas merdas.
Ainda ontem ouvi a entrevista ao Fernando Girão, no programa da TSF do Carlos Vaz Marques (o jornalista com o maior riso de puta que conheço), e dizia o Girão, armado em espiritual e com toda a certeza no cagar, que sabia que tinha reencarnado em já-nem-sei-o-quê. Não sei porque é que a puta do Carlos se dá ao trabalho de entrevistar animais deste tipo, só se for para algum favor.
A mim é que os indianos não enganam: é a merda das castas, de deixarem gajos a morrer à fome em frente às casas dos marajás, etc. Que se fodam lá eles e a sua espiritualidade. São como os outros, vão fazer poeira como qualquer um.
E o indiano que escreveu o kamasutra de certeza que era paneleiro, já explico a seguir.
Topai a figura, lá em cima, tirada de um kamasutra moderno que há aí pela net, e dizei-me, pelo menos os gajos, como é que um gajo de vergalho levantado o retorce para meter na crica da gaja, naquela posição?!
Nem pensar, tinha que ser de borracha e mandar uns 30 cm.
Isto só prova que o gajo do kamasutra era paneleiro porque nunca pinou para saber que aquilo era impossível, e também porque 64 posições é muita fruta, é mesmo coisa de gaja ou de rabicho.
É coisa de gaja porque as gajas nunca estão bem com o que têm, se puderem apanhar o cartão a um gajo vão à compra de roupas todas as semanas, para não falar na paranóia dos sapatos, que me fazem lembrar que 64 é um número comum para os pares de sapatos que as gajas gostam (ou gostariam, as pobres) de ter em casa. Além de que estão sempre a queixar-se que as posições são sempre as mesmas, sempre a insistir para variar. Puta que as pariu, que pragas.
A mim ainda me afligem mais estas putas porque eu sou um simplório que só conhece 2 posições sexuais: pela frente, e por trás. E além disso estas 2 posições são apenas uma variação da única posição que existe, que é meter a piroca na crica e esfregar durante uns minutos até um gajo se vir. Que é que interessa se um gajo está por trás ou pela frente?! Não vai dar ao mesmo, não se trata apenas de meter piroca lá para dentro?!
Quando as gajas me vêm com a puta da conversa que querem variar, eu fico logo descolhoado! Lá vêm esta puta com a mesma conversa, foda-se! Que é que caralho vou fazer?
Claro que eu, com as minhas 2 posições, vou tentando fazer com que elas pareçam diferentes, senão as putas começam a fazer-se esquisitas, com as dores de cabeça e o costume, embora eu nem tenha grandes queixas. Se a última que lhe dei pela frente foi na cama, a seguir malho-lhe no tapete, ou no sofá, ou na praia, ou na serra, ou no capô do carro, ou seja onde for. Com a posição traseira faço o mesmo, e por isso, esta combinação de variedades já dá para as enganar durante uns tempos. O pior é no inverno, porque com o frio um gajo só está bem em casa e debaixo dos cobertores, e aí é mesmo só vira pela frente e por trás, embora um gajo lhes possa meter os pés nas orelhas, ou meter-se um bocado mais de lado, etc, mas é só mesmo para as enganar, que elas nunca estão bem com o que têm.
Amanhã vou dar-vos mais umas lições sexuais. Apesar de eu ser um parolo de gostos duvidosos, não me subestimeis, que já pinei muita crica cosmopolitana e as gajas não me largam o osso, é que essa merda dos floreados é para a paneleiragem, o que conta é a atitude e o saber fazer bem sem estar cá com paneleirices que não interessam para nada, o que elas querem é puro macho. Por falar em machices, uma das quecas que só são possíveis a verdadeiros machos é aquela que se dá pela frente mas em que um gajo se põe de pé e as faz subir acima e abaixo à força de braços. Só que isto é só para gajos habituados a levantar sacos de batatas ou de cimento de manhã à noite, como eu, e não para esses trolalós da cidade que capricham muito nas roupas mas depois não têm o power para fazer merdas destas. E elas adoram estas maluquices, de sentirem o power de um gajo. E, também, porque é uma variação, claro, porque já se sabe que se um gajo lhe fizer aquilo todos os dias as gajas aborrecem-se.
A ver se me lembrais, a ver se amanhã escrevo sobre um tal ponto g.

Terça-feira, Janeiro 26

Sexo Anexo II

Já pus as respostas da Doutora Cabra Bianca no último post, mas quem estiver interessado pode ir vê-las directamente, mais o post, no Cabra Branca.

Conclusões:
Fiquei a saber que é mesmo verdade que as cricas são amargas. Que sorte, como não gosto de coisas amargas não vou mesmo ter que provar. Se a minha curiosidade sobre o assunto era pouca, agora não é nenhuma, para além de que tenho a noção de que não tenho tesão na língua, só lá ia lamber para dar gozo às gajas (sou muito egoista para me preocupar com isso) ou se fosse uma coisa boa, como lamber um gelado, mas parece que não, se calhar até me arrepiava com a amargura, é melhor nem tentar, só quando inventarem preservativos para a língua, e com sabor a chocolate.
Fiquei a saber que a Bianca é atrevida no broche, vai a tudo, mesmo que aquilo não esteja muito lavadinho, gosta mesmo, e às vezes engole tanto que até tem que controlar o vómito. Esta cabra é uma tentação, eu nunca me meti com uma bi porque tenho medo que ainda me apareça outro na cama, mas ela faz-se tentar, sem dúvida.
É garantido que um minete é mais bem feito por uma mulher, diz ela. Eu bem me parecia que não tinha nada que me andar a meter nessas coisas, acho que isso é mesmo bom mas é para paneleiros, os tais lambe-cricas que depois andam a ali feitos lambedores e nem sabem malhar bem o ferro. Mais um motivo para eu nem sequer tentar. E se as mulheres são melhores nos minetes também o devem ser nos broches, já nem sequer me pode passar pela cabeça que os paneleiros gozam mais do que eu essas artes. Ainda bem, ninguém os manda serem burros.
E pronto, mais ou menos é isto, acho que já chega de sexo, que aliás nem me adianta falar muito disso porque eu sou muito simplório, como já disse, não me meto em grandes brincadeiras fora do comum. Mas calmex, no malhar o ferro todas me gabam imenso, não há nenhuma que não me venha, passados uns meses, dizer que sentem falta, que o novo amante não me chega aos calcanhares. Imagino que eu sou como aqueles cozinheiros que são altos craques a fazer uma feijoada ou um bacalhau no forno, mas que não se metem a fazer nouvelle cuisine, só que os da nouvelle cuisine, com as paneleirices, nunca conseguem fazer uma feijoada como o craque parolo faz. É como a merda do presunto de Parma, tem uma fama do caralho, é só finecos atrás dele, mas a verdade é que o parmoso não chega aos calcanhares do barrosão.
Até logo e boas malhadas!

Domingo, Janeiro 24

Sexo Anexo

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Prometi à Bianca um postezeco sobre sexo, por isso aqui vai.
Eu nem devia falar sobre este assunto porque acho que não sou nada erudito sobre o assunto. Acho que sou um grande parolo sexual, como na maior parte das coisas, continuo sempre a achar que sou um aldeão puro de Barroso, e que como com a comida, não me interessa nada experimentar novidades, como comida estrangeira, e quando experimento quase nunca gosto. Para mim, chega-me bem umas batatas com feijões, mais umas couves e um bocado de pernil. As esquisitices fora do normal não me interessam, quero que os sushis e a puta que os pariu vão levar no cu. O que eu quero dizer é que não me interesso nada sobre as maluquices e invenções que as pessoas fazem com o sexo. Por exemplo, nunca me interessei em dormir com duas gajas. Além de que não adiantava muito interessar-me, porque se engatar uma já é um trabalho do caralho, engatar duas, e duas que possam ser convencidas a ir para a cama comigo, ao mesmo tempo, seria dificílimo, imagino, e isso ia foder-me completamente a paciência. Ainda bem que isso não me interessa. Mas, mais a mais, para que é que eu queria duas gajas na cama?! Um gajo só tem uma piroca, para que é que eu queria a outra a li ao lado a apanhar seca? Para rodar? Não acho isso muito importante, basta-me uma gaja boa e com pedalada para mim, mais nada. Sei que há gajos que deliram com gajas às labidelas uma à outra antes de se fazerem a um gajo, mas isso também não me interessa, não me interessa nada ver gajas às lambidelas, gosto pouco de perder tempo com pessoas com fracos gostos, fico logo a pensar que a provação do salpicão de Boticas vai ser um desperdício. Às vezes conheço pessoas que quando lhes falo no excelente fumeiro de Barroso ficam interessadas em provar e que me pedem para os convidar para uma tainada. Só que, depois disso, apanho-os a dizer "Este hamburguer com ketchup está delicioso, divino!", e eu ponho-me a pensar "Foda-se, e queria este paneleiro experimentar o fumeiro de Boticas! Bô era, no caralho! Ia eu desperdiçar uma linguíça com este cromo?! Bem te vais foder que vais comer merda!". Que é que eu ia pensar de uma gaja, que acabadinha de engatar, me viesse dizer"Olha, vai engatar outra para fazer-mos uma brincadeira a três."?! O mesmo que penso de um gajo que acabado de comer uns ossos da assuã quer ir passar no McDonalds! O oposto também não me interessa, aquela coisa de dividir uma gaja com um amigo. Estou-me mesmo a imaginar a fazer dupla penetração numa gaja e a sentir o roçar de colhãozinho com colhãozinho com o amigo! Foda-se, essa merda deve ser do mais paneleiro que se pode imaginar, puta que pariu, nem quero pensar nisso! Ainda o gajo me apalpava o cu por engano, vá lá foda-se! Também não sou grande fã de ver filmes pornográficos. Que é que me interessa a mim ver um gajo na televisão a sentar-se, meter o guardanapo, vê-lo mastigar um cozido à portuguesa, beber um copo, e depois comer a sobremesa?! Eu gosto mas é de coisas reais, ficção interessa-me pouco, tão pouco que nem vejo tv. A mim, no sexo, a única coisa que me interessa é estar com uma gaja boa, com instinto (porque há gajas que são uma nabas, e nem é por falta de experiência), e curtir fixe. As cenas malucas deixo-as para quem gosta, não me interessam mas também acho que não se devem proibir, nem pensar, apesar de me meter um bocado de nojo ver dois paneleiros ao beijos na rua, por exemplo, mas pronto, há muita coisa que mete nojo, e se os gajos se divertem, para mim até se podem casar, não me interessa a vida dos outros, não me acho no direito poder contrariar as pessoas em coisas que não me afectam. Quem quiser levar no cu, que leve no cu, quem gosta de ser enrabado com strap pelas companheiras, que seja enrabado, quem goste de orgias, que se meta ao caminho, etc.

Mas como o post é para a Bianca, que pelos vistos gosta de uma lambidelas, e não só, porque é bissexual, vou deixar esta conversa das minhas parolices e fazer umas perguntas que interessem ao povo, que a mim não me interessam nada.
Podemos começar pela seguinte, que também é uma coisa que não me interessa porque é sabido que não há gajos de Boticas que se dediquem à prática do minete. E, se há, não o dizem, senão estavam fodidos.

1 Bianca, é verdade que as cricas têm um sabor amargo?
Têm sabor sim, se amargo, doce ou acre e doce depende do paladar de cada um e aqui não se avalia distúrbios do paladar, mas sim roça-se alguns motins psicosexuais.

2 Têm as cricas sabor diferente das pirocas?
Tudo depende da higiene, alguns homens são pouco preocupados, já as mulheres grande parte são prevenidas e lavadinhas, logo valem por duas, reside ai a dissemelhança. E podemos também não só falar do paladar no sexo oral masculino como no palato (ou céu-da-boca), é uma questão de abertura, colocação, espaço, resistência e controle do vómito, não existe tais incómodos no sexo oral feminino.

3 É verdade que um minete feito por uma gaja é melhor do que um minete feito por uma gajo, porque elas sabem melhor como e onde meter a língua? Ou tudo depende da habilidade de cada um? Ou é tudo muito psicológico, jogo erótico? Porque a mim bem me podem vir dizer que um broche de um travesti é melhor do que o de uma gaja que eu só de pensar nisso até me arrepio de nojo!
Mitos ou crenças também não são especialidade da montanha, no entanto sabes que se tivermos problemas com as canalizações chamamos um canalizador certificado e nunca um limpa-chaminés graduado!
Esta metáfora serve para te dizer que o limpa-chaminés até se pode ajeitar no serviço de canalização, mas não é a mesma coisa!

4 Que é que te dá mais gozo, lamber ou ser lambida? Já experimentas-te temperar a febra com ketchup? Uma azeitoninha? Acompanhar o petisco com broa (esta não é uma piada minha, é uma variação do famoso broche à transmontana. Está aí o Xará que não me deixa mentir)?
O que me dá mais gozo, isso é muito pessoal, tal como tu dizes, coisas muito pessoais não são para vir para aqui revelar à grande, aqui ainda só se tem o prazer em mostrar o tornozelo esbelto de cabra. Mas te digo que, quem gosta de ser lambido gostará de lamber, quem nunca o fez creio que também nunca tocou no amor/paixão e muito menos na entrega total a alguém. E ai penso que todos nós temos pena!

5 Como é que é possível um bissexual manter uma relação estável com outro? Não tens sempre a falta do outro sexo? Não é mais fácil ter uma relação com outro bi e admitirem ambos que de vez em quando se pode mijar fora do penico, ou até mijarem os dois no mesmo penico?
Aqui só digo que ser bissexual não é sinónimo de infidelidade. E remeto ao post já escrito neste mesmo blogue “prato do dia”.

Bianqueca, não te chateies com nada do que disse, já sabes que gosto de brincar, se depois quiseres responder às perguntas, eu meto-as no post para ficarem mais visíveis. Obrigado.

Minderico

Há uns meses li a notícia sobre uma espécie de língua que se fala em Portugal e de que eu nuca tinha ouvido falar. Achei interessante. Hoje lembrei-me disto mas vi-me à rasca para encontrar coisas sobre o assunto no google porque, como de costume, esqueço-me de todos os pormenores do que li, e porque não há muitas referências à coisa. Como acho interessante, aqui vai, é uma coisa que se fala em Minde, uma aldeola na região do Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros, ali na zona centro, perto de Alcobaça e Santarém.
Vou pôr um bocadinho do artigo da wikipedia:

O Minderico ou Piação dos Charales do Ninhou (linguagem dos habitantes de Minde) é a variante linguística falado em Minde desde o século XVIII. Inicialmente esta variante funcionava como código conhecido apenas pelos fabricantes e comerciantes das mantas de Minde. Como era utilizada apenas por um grupo restrito, era até então um sociolecto. Está ameaçado de extinção e tem duas variantes regionais: a de Minde e a de Mira de Aire (este último por vezes designado calão mirense).

Sexta-feira, Janeiro 22

Plágios Prestigiantes



Os Stones plagiaram a música acima desta da K D Land.Tem piada que eu gosto muito mais do plágio dos Stones e nem percebo o que é que o plágio afecta a qualidade de uma música. Que é que interessa saber se é plágio ou não?!
Privada, põe-te fino, a ver se começas a dizer coisa com coisa e deixa de me obrigar a perder tempo com posts a explicar-te banalidades. Até logo!

Quinta-feira, Janeiro 21

Relvado.com

Há um site de discussões de futebol, o Relvado, que é muito bom, é superdemocrático e encontra-se de todo o tipo de malucos.
Comentário sobre o jogo do Belenenses - Porto, ontem:

"15 penalties mal assinalados a favor do FCP" A bola




Há uns tempos apanhei um gajo a comentar jogos que ninguém viu porque à mesma hora jogava o FCP para a liga dos campeões:

Resultado: M.United 3 - 3 CSKA M.
Fogo, seis golos de calcanhar! É obra!

Resultado: AC Milan 1 - 1 R.Madrid 1
As cenas do final do jogo foram chocantes... o drenthe ja recuperou, ou vai mesmo ficar sem uma orelha?

Resultado: A. Madrid 2 - 2 Chelsea
Bola a bater no árbitro e a entrar na baliza... Inédito. Isto vai dar que falar...



Claro que há sempre uns patos a cair nestas brincadeiras!

Desconversar Discretamente

Não tenho tempo para posts nem para responder a todos os comentários e acusações feias que os leitores me fazem. Acusais-me de tudo, sois maus, reles, vindes aqui só para me dar cabo da cabeça! E ainda por cima exigis que eu escreva sobre determinadas coisas e que páre de falar de outras! Eu, aqui a defender o povinho das discriminações e povinho a mandar-me foder e a dizer para mudar de conversa! Ingratos!
Só duas coisas, assim de repente.

Privada: eu não tenho nada a mania dos doutores, já estou farto de dizer que a maior parte das pessoas importantes no mundo não têm nenhum curso universitário. Podemos começar por Bill Gates, Lula da Silva, Jimi Hendrix, Frank Lloyd Wright, Eric Clapton, Bob Dylan, etc, a lista nunca mais pára. Também já disse aqui que até fui ao banco para me tirarem o título de doutor das cartas do banco. Não sei que é que queres mais. Tu é que disseste aqui descaradamente que se alguém gostar do Tony, nem que seja o PR, não lhe passas mais bola! Foste apanhado! Tens a mania que és fino mas eu apanhei-te e agora estás fodido, querias virar o bico ao prego.

Miguel: não vou refutar o que disseste, não tenho tempo. Só tenho tempo para te dizer que te contradizes e nem dás conta, mas de uma maneira escandalosa:

Também já te disse que terias problemas de interpretação e aqui vai outra acusação: manipulas descaradamente as citações para os teus próprios fins argumentativos. Ao descontextualizar perde-se muita informação vital para o argumento. Ora bem, quando referi que “se o iraniano estivesse a falar do Tony Carreira lá do sítio, em que é ficamos? Mereceria que todo o mundo o conhecesse?”, não estava a afirmar que o Tony Carreira era mau. Ainda que implicitamente estava mais a pensar numa coisa: não é simplesmente o facto de ser o artista mais famoso de um país, ou aquele que mais discos vende ou mais espectáculos faz, que o transforma inevitavelmente num produto de exportação ou mesmo que lhe confira uma qualidade intrínseca. Mais simplesmente: o facto de serem muitos a consumir aquele género não significa necessariamente que tenha qualidade; o facto de serem poucos a consumir não significa que não tenha qualidade. Também é verdade que o facto de serem muitos a consumir não significa que não tenha qualidade, sendo o inverso também verdade

Se o iraniano fosse o Tony lá do sítio não merecia que o conhecessemos, que é o que tu queres dizer, logo o Tony não tem qualidade porque não merece ser conhecido. Porque se ele fosse conhecido e tivesse qualidade, tudo ao mesmo tempo, como dizes mais abaixo que é possível, não fazias essa pergunta, que nem sequer é uma pergunta, é uma afirmação com um ponto final de interrogação! Estás a brincar comigo?!
Porque é que não podemos exportar coisas más? Isso é ridículo! Se se venderem bem, porque não? Tens vergonha que saibam que nós andemos a ouvir o Tony?! Achas que os americanos têm qualquer problema em mandar para cá música e filmes de merda e com isso encherem os bolsos? Isso faz-me lembrar os nossos típicos complexos, como chegar lá fora e esconder que somos tugas, e com as merdas das manias de adorar o que vem lá de fora!
Um dia hás-de explicar-me o que é qualidade intrínseca, eu já te acenei com os 1000 eurinhos mas tu não te fazes à vida. A ti e a qualquer filosofozeco universitário, dou-vos festival a falar de estética!
Até logo!

Quarta-feira, Janeiro 20

Desgraça De Descriminador

Há uns tempos pensei em meter um post sobre discriminação, depois baldei-me. Era a propósito de umas bocas em que os comentadores rebaixavam classes como as dos taxistas, camionistas, etc. Mas não são só os comentadores que discriminam, tenho ouvido no rádio pessoas como o Pedro Mexia (alto intelectual da nossa queria pátria), e o Ricardo Araújo Pereira (alto comediante da pátria), a abusarem destes estereótipos. Ao Ricardo não se lhe podem levar as bocas muito a sério, mas ao Mexia já é um bocadinho diferente. Não sei porquê, não simpatizo muito com nenhum dos dois, embora ache bastante graça a algumas piadas do Ricardo. O Mexia parece-me apenas um gajo que lê muito mas que de originalidade tem pouco.
O que eu queria dizer nesse tal post, que foi para o tecto, era que acho estranho que hoje em dia seja politicamente incorrecto discriminar os pretos (é de mau tom chama-lhes pretos, deve dizer-se negros), mas não há problemas nenhuns em discriminar outro grupo qualquer de pessoas, como os taxistas, até porque parece estar na moda a sua discriminação.
Antigamente eram os trolhas. Era a treta de que se és burro vais para trolha, que os trolhas são uns ignorantes que passam o dia a assobiar, lá de cima dos andaimes, às senhoras, etc. A mim dá-me seca porque já fui trolha, tenho amigos trolhas, e já senti na pele essa discriminação.
Parece-me que os taxistas são um tipo de vítima bem escolhida, são umas vítimas finas. Ora pensem lá, não é chato dizer que os trolhas são burros, ou que o trolha Zé me disse uma burrice qualquer? É que isso dá a ideia de que passamos o dia a falar com trolhas, que lhes passamos confiança, ou que se calhar somos algum empreiteirozeco (que também não têm grande reputação). Se em vez disso dissermos que um taxista nos disse uma burrice qualquer, as pessoas ficam a pensar que nós andamos de táxi, que se calhar o dito aconteceu nalguma viagem para o aeroporto numa das nossas finas viagens a Londres, e não que vamos para o café dar trela a taxistas, especialmente se tivermos Mexia como apelido. Se dissermos "os taxistas blábláblá", parece que passamos a vida a andar de táxi, é janota.
Isto era o que eu queria dizer antes, mais ou menos.
Agora sei (claro que já sabia) que as pessoas que ouvem Tony Carreira também têm o direito a serem discriminados (obrigado Privada pela confirmação aqui no blogue).
Na outra semana li um livro excelente, mesmo muito bom, simples mas altamente inteligente, e além disso... um bestseller! Ó diabo, um bestseller não pode ser bom, dirão alguns leitores. Pelo menos esta é a teoria que se ensina em Portugal, porque cada vez que há um escritor que vende muito é logo crucificado pela crítica. Se vende muito é porque plagia ou porque usou uma estratégia, uns truques, para fazer um livro comercial. Há uns tempos alguém me contou que o Miguel Sousa Tavares teve um conselheiro da editora a dizer-lhe como é que ele devia escrever o Equador de maneira a que o livro fosse um sucesso. O que eu não percebo é que se o tal conselheiro sabe tanto sobre como escrever um livro comercial, porque é que ele não escreve um ou dois e fica rico? Pura filantropia?!
Bem, o livro que li na semana passda vendeu 3 milhões (que horror!) e foi traduzido em mais de 30 línguas. Também recebeu boas críticas! Estranho? Não, o livro é americano e os críticos americanos não são burros (não sei o que disseram os tugas...), são mais do tipo: é bom, é bom, é mau, é mau (mesmo que não seja um bestseller e que tenha sido escrito por um janota intelectual com a mania).Lembrei-me do livro, hoje, ao pensar neste post. O título é Freakonomics. Veio-me à memória porque há uma parte do livro que fala deste tipo de discriminações.
Os autores analisaram o tipo de concorrentes que são eliminados no programa de televisão O Elo mais Fraco (dados obtidos em mais de 160 episódios), e chegaram à conclusão que os pretos e as mulheres (com o mesmo número de respostas certas que um "normal" concorrente homem e branco) não são... discriminados, não são os escolhidos para sair!! Eles explicam isso com os fortes movimentos anti-racistas e feministas que têm existidos nos últimos 50 anos.
Até parece que as discriminações acabaram! Se as pessoas já não discriminam os pretos... Mas nós sabemos que não, basta ouvir os comentários dos leitores, especialmente do Privada.
O que os autores do livro descobriram, ao analisar melhor os dados, é que os hispânicos e os da terceira idade são discriminados, mesmo que mostrem um conhecimento superior aos outros.

Há umas semanas fui a um bar com uns amigos. A empregada de balcão era chavala muito boazona e com cara de toneca. Meti conversa com ela. Mas como já sei o que a casa gasta, perguntei-lhe, a adivinhar: estás em Newcastle a estudar e fazes aqui um part-time? Diz-me ela: sim, estou a acabar o mestrado em física-matemática. Lembrei-me do dito que quem vê caras não vê corações!, de que esta merda de um gajo se por a adivinhar pelas aparências é fodida. Disseram-me, depois disso, que todos os empregados de uma loja da KFC, aqui no centro de Newcastle, eram todos doutorados ou a fazer doutoramentos!Antigamente, discriminar era fácil e divertido. Havia os doutores, os comerciantes, depois os empregados de balcão, os taxistas, e no final da escala os trolhas e os lavradores. Hoje em dia é fodido, parece que há por aí trolhas que são físicos nucleares, taxistas que são médicos, e até mesmo gajos que curtem o Tony Carreira e que são também diplomados. Um gajo põe-se a discriminar, a armar-se em engraçado, e acaba por fazer figura de burro.

Xarazadas



Vi isto ali no Xará, curti bastante.

Terça-feira, Janeiro 19

Pimba Privado




Finalmente fui ao youtube espreitar o Tony. Fiquei a saber que também tem bons músicos. Nesta tem um bom guitarrista, por exemplo, e há outra balada que tem um piano fixe.
A seguir ponho uma música electrónica que se ouve por aí nos bares finos, só para comparação.
Adivinhem qual é a que gosto menos? Ainda há dúvidas?



Vou pôr bocados de comentários do Privada e do Miguel:

Miguel:

Outro assunto para botares atenção: se o iraniano estivesse a falar do Tony Carreira lá do sítio, em que é ficamos? Mereceria que todo o mundo o conhecesse?

(Acusas-me várias vezes de usar estereótipos, como o seguinte, [Nem desses estereótipos quase como se a vida se dividisse entre elites opressoras e o povo coitadito.], parece que às vezes também os usas. Tu é que fazes um juízo de valor que julgas absoluto, que o Tony é mau, mas não te esqueças do meu desafio: ganhas 1000 euros se provares que o Mozart é melhor que o Tony. Nunca os vais ganhar, não tens a mínima hipótese. E ficas a saber que prefiro ouvir o Tony a muitas coisas da música clássica, especialmente aquelas do tipo da que pus aqui ontem)

Eu por acaso até gosto de música popular, vulgo pimba, quando não se levam muito a sério.
Quanto ao Tony Carreira acho precisamente o contrário.

(Estás no teu direito de não gostar do Tony, mais nada. Uma coisa é o achar, o que tu achas, outra coisa é provares que é assim, que tu é que tens razão, porque se a tivesses ganhavas os 1000 eurinhos! Pois, se os gajos são uns patuscos que não se levam a sério até os aturas, até achas graça, mas se começam a levar-se a sério, mesmo que a qualidade da música seja exactamente a mesma, se eles em vez de se rirem puserem cara séria, aí já é o caralho, já não gostas! Quem é que se acham estes papalvos a tocar concertina?! A Maria João Pires do pimba? Há que mete-los na linha!)

Também ficou bem durante uma temporada fazer o elogio dos anos 80 (balhamedeus!).

(Não metas tudo no mesmo saco, há muita coisa dos 80 que é muito boa, do melhor, e além disso é apenas a tua opinião. Cuidado com os estereótipos! Não abuses.)

Privada:

Ker dizer por um biologo curtir musica pimba, nos devemos curtir o biologo? :-))))))) Ou a musica?
Pode ate ser Presidente da Republica, se curtir Tony Carreira vou ter uma grande dificuldade em perder tempo com ele, eh ke eh pa, da-me msm um bype esquesito, seja com um biologo seja com a sra da limpeza, eu ainda nao acredito pa, ke na passagem de ano foi esse gajo o animador, ks chorei pelo meu Porto, oh santa parvonia

(O que eu te quis explicar é que um gajo por ser um grande biólogo isso não faz dele muito inteligente nas outras coisas, seja na música ou seja no que for. Pode nem sequer conseguir cantar afinadamente, pode não ser capaz de andar de bicicleta, etc. Se excluis as pessoas por gostarem do Tony, estás simplesmente a ser estúpido. O galo_na_piscina ainda agora comentou a dizer que gosta do Tony e de heavy metal, e não penses que o galo é burro, antes pelo contrário, tu é que estás a ser burro)

Gosto dos fanfarra - electronica cá da terra, é gratuito na net, assim como a maioria dos arranjos dos DJ, ouve, vais curtir.

(Como é que sabes que vou curtir? Como é que me conheces tão bem?! Já percebi que gostas de electrónica. Eu não, não conheço nada electrónico de que goste, prefiro ouvir o Tony, até já te disse isso ontem mas parece que não te cabe na cabeça, não sei que faça mais!)

A musica classica nunca se sabe bem quem toca, quem compõem, ouve-se, sente-se, porque na musica classica, como em qualquer musica, o que menos importa é quem toca ou quem compõem, é o sentimento ke ela desperta, o interessante.

(Vê-se logo que não percebes nada de música, mas pronto, tens respeitinho à clássica, de que não percebes nada, porque pelo menos sobre o pimba ainda sabes dizer que o José cid é bom mas o Tony é muito mau. Na clássica ficas-te por uma coisa vaga e ridícula. Já percebi que não percebes nada de música, que provavelmente desafinas muito quando tentas cantar e que não tens a mínima noção da diferença entre um bom e um mau músico, não consegues perceber esses detalhes. Não te preocupes, há muitas pessoas como tu, o que interessa é que te divirtas a ouvir o que gostas, mas deixa-te de manias, não tens autoridade nenhuma (e mesmo que a tivesses, que soubesses tocar qualquer merda, também isso não te daria autoridade para fazer julgamentos universais) para dizer que o Tony é muito mau)

De qq forma acho insultuoso para Jose Cid e para o Inglesias, compara-los ao Tony Carreira.

(Pois, podes não te acreditar mas há pessoas que acham exactamente o contrário. Eu não conheço nenhuma mas apostava que as há.)

E para acabar
, um comentário do galo, que só prova o que eu digo:

Respeito os gostos musicais dos outros, mesmo quando não partilham dos meus, e por isso aqui vai:

o Tony Carreira é um gajo mt genuino, é sentimentalista e simples nas suas canções, tem boa voz, e é-o assim também na sua vida, simples, genuino, verdadeiro, como acho que tb é aqui o nosso sr autor deste blogue.
Tenho um gosto musical muito diversificado, vai desde a musica pimba tuga ao mais duro metal.

Agora, vinde aqui dizer ao galo que é burro e tem mau gosto. Quero ver. Andai lá, ó Privada e Miguel. Privada, e se eu te disser que o galo é um doutor de prestígio da zona de Montalegre, acreditas? Já viste como é a vida, parece que há pessoas que conseguem gostar do Tony e de metal, tudo ao mesmo tempo, e ainda por cima ser doutor? Ó Miguel, já viste como é que um gajo consegue ser doutor, bom profissional, gostar de Tony Carreira, não tocar e piano e não falar francês (Se calhar até falas, ó galo, diz lá? Tocas piano? Concertina?), gostar de futebol (Ai que horror! Miguel, imagino que não goste muito da bola, não?), e sabe-se lá que mais coisas horrorosas gostará o doutor galo! O pior é que não é o único!
Foda-se, parece que vós não falais com as pessoas, que não as ouvis, que não as conheceis, só olhais para o umbigo e não sabeis nada de como é o mundo, valha-me deus! Nem toda a gente pensa como vós, e estão no seu pleno direito. E não me vindes com essa treta que um gajo educado tem que gostar de clássica, detestar o Tony, etc, etc.

Segunda-feira, Janeiro 18

Pimba Pó Privada



Hoje vou falar de uma coisa que não percebo grande coisa, e de que nunca falaria não fossem as melgas dos comentadores: música pimba.
Como os comentadores vêm para aqui falar em Tony Carreira, vou pôr a coisa em pratos limpos.
Uma vez disse que nunca viria para aqui criticar o Tony. Não sei o que é que os leitores perceberam disso, nem me interessa. Mas já agora, eu explico: não posso criticar coisas que não conheço e também não gosto de perder tempo com o que não me interessa. Podeis ter a certeza que eu não faço a mínima ideia de como é a cara do Tony nem me lembro de nenhuma das suas músicas, sei apenas que é um músico popular. Se for ali ao youtube talvez me lembre de alguma das músicas que tenha ouvido nalgum sítio, sei que já ouvi, mas interesso-me tanto por ele que nem me lembro que o gajo existe.
Sobre a música pimba, acho completamente ridículo o nojo que este tipo de música mete à "gente fina". Porque a mim parece-me que a "gente fina", apenas para se armarem em espertos e mostrarem que têm bom gosto, põe-se com aquelas merdas "Ai que horror, o Tony carreira! Ai que é tão foleiro!". Se os gajos são assim tão maus, não é preciso ser muito esperto para ver isso, além de que ser mais esperto de que um gajo muito burro não mostra que somos muito inteligentes, apenas mostra que somos mais espertos que os muito burros, ou seja, podemos ser apenas burros, mas não muito burros (percebido?!). Se um gajo quer mostrar que é muito inteligente tem que criticar e apanhar os gajos muito inteligentes em falta, tem que se dizer qualquer coisa do tipo: "aquela sonata para piano e violino do Mozart é uma desgraça, muito foleira, muito azeiteirinha!" (Imagino que para a maioria seja difícil criticar um génio, mas ao menos pode criticar-se o ritmo, ou a frieza do pianista, ou o caralho). O que é bastante diferente de dizer, por outras palavras, "sou muito mais esperto que aquele mongolóide com um QI de 27!". E ainda por cima dizer isto num tom de quem está a dizer uma grande merda, e a encher o peito com a originalidade do dito. Só que estas pessoas nem se lembram que dizer "Ai que mal, o Tony Carreira!" é um cliché completamente banal de uma classe média que se acha muito esperta mas que no fundo são uma cambada de animais como os outros, ou piores, e que é uma coisa que eu vou fazer o favor de vos provar nos parágrafos seguintes.
Começando. O que eu acho dos pimbas que conheço melhor é que há alguns que são minimamente bons músicos e há mesmo alguns que são grandes músicos. Acho que o Marco Paulo tem boa voz e canta bem, o José Cid tem algumas coisas que se ouvem bem, o Roberto Carlos é bem bom, gosto de algumas coisas do Julio Iglesias, etc. Além disso estes gajos têm bons músicos. Por exemplo, eu sei que o Amadeu Magalhães, que é um grande músico (do Couto, uma aldeia de Boticas) que tem tocado em discos de gajos como o Fausto, Né Ladeiras, Dulce Pontes, e outros gajos de prestígio, também entra em discos do José Cid. O Roberto Carlos e o Iglesias têm muito bons músicos, e quando eu digo que são bons, vós tendes que calar a boca, porque a mim basta-me um simples toque de tarola para saber que está ali um grande baterista, a mim não me fodeis nestes assuntos.
Mas nem sequer ouço muita música deste estilo, raramente ouço Iglesias, apesar de gostar um bocadinho. Ouço mais rock, blues, jazz, MPB, e não muito mais. A música clássica passa-me ao lado, gosto de muito pouca, e nem me falem em merdas como as seguintes que a mim dá-me o riso.



O que eu não entendo na tal classe média que se acha muito esperta e que pensa que o José Cid é um horror, é porque é que se enfiam todos em sítios pseudo-finos a ouvir música de merda, muito pior do que a música pimba!
Já que o post é a propósito do Privada e do Miguel, e que pelo menos um deles vive no Porto, vou esmiuçar a música que se ouve no Porto. Nessa cidade há bares finos, onde pára a malta universitária e os senhores doutores (mas poucos jardineiros, imagino). Nesses bares, tipo o Labirinto, o Maus Vícios, e outros, que até têm exposições ocasionais de arte (como merdas de instalações), ouve-se exclusivamente muito má música electrónica, como drum and bass e electro-não-sei-quê, simplesmente porque está na moda gramar essa bosta e porque isso é que é fino.
A mim, se me derem a escolher a que bar prefiro ir, de certeza absoluta que escolho primeiro um bar onde se ouça bom Julio Iglesias (ou se for mau, pelo menos entretenho-me a apreciar um solo de guitarra ou uns toques do baixo) do que aturar música electrónica de merda, feita por anormais, e que para mim é insuportável.
Uma vez, na brincadeira, disse ao dj do Labirinto que os discos que ele passava deveriam vender umas 50 unidades, no máximo. Ele disse-me que 50 não, que vendiam entre 100 a 200. Isto só prova que as pessoas vão lá gramar música que não conhecem. Não conhecem porque não a compram, e se não a compram é porque não gostam. E se não gostam, vão lá ouvi-la apenas porque é moda, porque andam em rebanhos, porque gostam de mostrar que são chiques (uma vez mais), que estão na onda, e, finalmente, que talvez com isso consigam afirmar o seu desdém pelo Tony!
Sinceramente, eu tenho mais pena de uma cambada de doutores inseguros, sempre ansiosos por mostrar que são finos, que se metem em bares a gramar música que não gostam, onde vão apenas porque é a moda, como é moda falar mal do Tony. Do povo que vai ao concerto do Tony, não tenho pena nenhuma, vão lá porque gostam, sem merdas, vão curtir. Imagino que não vão para lá armados em cagões a dizer "Olha, o Tonho não quis vir, diz que o Tony é demasiado intelectual para ele, que ele só gosta de música de rancho! É tão azeiteiro este Tonho, não é? Qualquer dia nem para arrancar as batatas o convido!".
Mas estes bares podem ter a desculpa de que as pessoas vão lá para beber e conviver, que nem ligam muito à música, se calhar não é bem como eu digo.
Não é? Ontem, tive um conhecido a oferecer-me uns bilhetes para um concerto de música clássica a que ele não vai poder ir. Disse-lhe que não gostava muito de música clássica, que só se fosse alguma coisa que gostasse, e perguntei-lhe o que era. Ele disse-me que não sabia. Eu sei que ele é um gajo que vai a este tipo de merdas regularmente, mas nem sequer sabe o que vai ouvir! Vai porque é chique ir à ópera, ora que caralho!
O que eu acho é que a classe média anda em rebanhos e é religiosa, estupidamente religiosa com a cultura, ouvem e vêem aquilo que lhes dizem que é bom e riem-se daquilo que lhes dizem de que se devem rir.
Do povo não tenho pena, somos pobres mas curtimos, somos gajos puros! via o Tony Carreira, caralho! Eu nem sei quem é o gajo mas não interessa! E nunca mais na vida vos atreveis a vir para aqui criticar o gajo, a pensar que eu sou da vossa seita, que vou ficar contente com a cumplicidade intelectual que há entre nós e no gozo que é nós sabermos que somos muito mais chiques do que um gajo que é um piroso (apesar de ter mais fama e ganhar mais do que nós, muito mais! Será que é inveja do homem?!). Estais completamente enganadinhos, o bloguex é um blogue do povo e anti-sofisticamentos, como está dito lá em cima.

Privada e Miguel: não me leveis a mal, porque todos temos os nosso defeitos!